Cadastro Nacional de Acesso à Internet - O Projeto para a censura
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Cadastro Nacional de Acesso à Internet – O Projeto para a censura

Parece que quando não são as empresas, é o próprio governo brasileiro querendo colocar o país na contramão da tecnologia, além de torná-lo em uma ditadura disfarçada, ao menos é o que mais quatro projetos de lei direcionados a internet, demonstram.

A proposta é um “Cadastro Nacional de Acesso à Internet”, que tornaria obrigatório que todo internauta em território brasileiro fornecesse suas informações a cada conexão com a internet, tais como CPF, data de nascimento e nome completo e ficaria por conta dos provedores de internet implantarem a ferramenta que exigisse tais informações.

A desculpa dos caros deputados que propuseram esses projetos absurdos, é que o objetivo de tais exigências pretendem proibir o acesso de crianças e adolescentes a site com conteúdo inadequado e segundo o Pastor Franklin, o pomposo deputado por trás dessa mirabolante idéia, caberia também aos provedores efetuarem a classificação e o bloqueio do “conteúdo inadequado” (leia-se censura).

Caberia ao Poder Executivo criar um banco de dados em que ficariam registradas, “entre outras informações, o nome completo, endereço completo, número do documento oficial de identidade e número de registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Ministério da Fazenda“, além de uma lista de sites com conteúdo inapropriado para crianças e adolescentes.

Entre os quatro “magnânimos” projetos, também temos a idéia de obrigar as empresas de telefonia móvel, bloquearem o acesso a determinados conteúdos da internet ou aplicativos que contenham conteúdo pornográfico e violência, o que novamente classificamos por censura.

Bem, sem nem mesmo entrar nos problemas técnicos que isso tudo envolveria, cabe refletirmos que a decisão do que cada criança ou adolescente vai consumir na internet deve ser unicamente do pai ou responsável e para essas restrições existem diversos meios que os pais podem utilizar, sem prejudicar toda uma nação, desde a configuração feita por aplicativos específicos, no roteador ou em serviços de DNS como o OpenDNS.

Ou seja, somente ao mostrarmos que cada pai e responsável pode controlar o que seus filhos consomem na internet, sem precisar interferir na vida de milhões de pessoas, já coloca tal proposta por água abaixo.

Ainda temos a questão da clara censura que um projeto desse propõe a um país que se diz livre e democrático, não cabe a nenhum órgão ou empresa determinar o que devemos ou não consumir.

Portanto, claro leitor, devemos ficar atentos as propostas que andam sendo colocadas pelos “magnânimos” que dirigem esse país, pois temos duas opções, ou não entendem nada sobre o assunto e acham-se no direito de decidir sobre ele, ou simplesmente estão usando das artimanhas mais maléficas para colocar a censura no país. E não se esqueçam que do outro lado, ainda continua a tentativa das empresas de colocarem limites ridículos em nossa navegação, por mais que estejam impedidas por enquanto, não foi dado como definitivo o fim da tentativa de prática abusiva das operadoras.

Fonte: Ibidem

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