Google Music vs Apple Music - Qual o melhor serviço de streaming? - Linux Centro
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Google Music vs Apple Music – Qual o melhor serviço de streaming?

As opções de serviços de streaming de música por assinatura são grandes, são os mais diferentes serviços com vantagens e desvantagens, alguns apostando em determinada função, mas obviamente todos com o principal foco, oferecer milhares de músicas para seus clientes.

Já analisamos aqui no Linux Centro o Napster, Claro Music e Super Player, agora optamos por trazer uma matéria um pouco diferente e comparar dois serviços e para essa primeira rodada, optamos por comparar o Google Music com o Apple Music, ambos estão sendo utilizados desde novembro de 2016, o que nos deu quatro meses para avaliarmos bem cada um dos distintos serviços.

Período de testes

O Apple Music oferece 03 meses para avaliação, já o Google Music tem uma pequena variação, se o usuário acessar diretamente o Google Music terá uma oferta de 30 dias para avaliação, mas se acessar a página de ofertas do Chromecast terá 03 meses, além disso o Google Music também costuma oferecer os mesmos 03 meses em banners na Google Play e em publicidade dentro de jogos como o The Sims Free Play.

Mensalidade

Se no período de testes o usuário pode ganhar um tempo maior com o Apple Music, na mensalidade ele acaba gastando muito mais. Isso porque a opção da Apple cobra em dólares, enquanto a Google cobra em reais, o que acaba não só deixando o serviço da Apple mais caro, como tornando o valor variável, mês após mês.

A assinatura padrão do Apple Music custa $4.99 dólares, o que acaba saindo por volta de R$ 17,40 reais (Lembrando que essa transação será considerada uma compra internacional, portanto terá incidência de IOF), já o Google Music sai por R$ 14.90 reais. Essa diferença pode chegar a R$ 40 reais no fim do ano, pode não ser das maiores, mas é para levar em conta.

Ambos os serviços contam com um plano família, o da Apple custa $ 7.99 dólares, algo por volta dos R$ 28 reais, enquanto o da Google sai por R$ 22.90, a diferença aqui chega a R$ 60 reais por mês. Em ambos os serviços, o plano familiar permite o compartilhamento com ate 06 pessoas, tornando-o vantajoso até para dividir com apenas mais uma pessoa, perante o valor dos planos individuais.

O Apple Music ainda tem uma outra modalidade, o plano estudantil, que custa $ 2.49, saindo em torno de R$ 8.70, para essa contratação é necessário ter um e-mail de instituição de ensino (.edu). A Google não conta com essa modalidade, deixando para estudantes o valor do Apple Music mais vantajoso.

Multiplataforma

Aqui o Google Music sai a frente por contar com a versão web, permitindo que qualquer dispositivo com um navegador, execute o Google Music. Além disso possui seu aplicativo para Android, IOS e uma aplicação para o Google Chrome/Chrome OS capaz de sincronizar té 50 mil músicas de sua máquina com o Google Music e salvar localmente faixas que tenha adquirido, detalhe que para usar o Google Music para salvar as 50 mil músicas e reproduzir em qualquer lugar, não é necessário fazer a assinatura.

O Apple Music funciona apenas em seu aplicativo para Android e IOS, além do Itunes, tornando-o incompatível para usuários de distribuições Linux e Chrome OS.
Interface

No quesito interface, os dois serviços assemelham-se um pouco, com destaque para o Google Music que aproveita melhor o Material Design, dando uma maior integração visual com o Android.

Os dois optam por usar a página principal para oferecer as playlists dedicadas, com grandes banners as decorando e um menu lateral para opções como coleções (Biblioteca) e rádios.

O Apple Music procura manter um visual mais sóbrio, com maior uso do branco, preto e vermelho, enquanto o Google Music aposta em um visual bem colorido, com maior dominância do laranja.

Google Play MusicApple Music

 

 

Funcionalidades

Quando falamos em funcionalidades, o Google Music sai a frente e tem maior destaque. Um dos primeiros e mais simples pontos a comentar está em seu menu latera, existe um botão para ativar o modo offline, nessa opção o aplicativo não tentará buscar conexão com a internet e abrirá imediatamente apenas as faixas e álbuns que foram baixadas.

Agora uma das maiores apostas do serviço de streaming de música da Google é o Machine Learning, a empresa empregou a sua inteligência artificial no Google Music e agora o serviço é capaz de pegar seu local e hora para oferecer playlists dedicadas para a sua tarefa. Quando no serviço, encontramos seleções musicais que prometiam um momento de tranquilidade para o trabalho, no trajeto de casa o serviço também identificou e ofereceu músicas para o percurso, também surgiram playlists para a hora do banho, janta, final de semana e assim por diante.

Dessa forma a variedade de Playlists do Google Music é muito grande, pois o serviço está usando não somente os Djs, mas também o seu complexo sistema de aprendizado que envolve o que você costuma escutar, o que costuma usar, pesquisar e até mesmo onde está.

Também gostamos de uma particularidade nas playlists do Google Music, se clicarmos no botão de play no rodapé da imagem da playlist, iniciamos sua execução, se clicarmos sobre o banner, abrimos álbuns e faixas que estão na playlist e conteúdos similares.

Como dito anteriormente, o Apple Music tem uma interface parecida para a sugestão de playlists, no entanto seu sistema de aprendizado resume-se ao que você escolheu na criação de sua conta + o que costuma ouvir, não consideramos em momento algum como um problema, mas sim que o sistema do Google Music está mais avançado.

Agora um ponto que foi decepcionante no Apple Music foi seu comportamento com instabilidades na rede móvel, mesmo com conteúdo salvo localmente, quando a conexão tornava-se extremamente fraca ou inexistente o Apple Music tinha dificuldades em carregar a interface, passando alguns segundos a pensar, até identificar ou não uma conexão utilizável. Além disso, o inicio da execução de músicas mostrou-se um pouco lenta, o Google Music já possui um pequeno delay no inicio de uma faixa por streaming, mas o serviço da Apple teve delay maior.

Vale destacar que o Google Music exatamente no mesmo cenário de instabilidade de rede, não teve dificuldades em momento algum para carregar sua interface, quando a conexão estava fraca ou inexistente o serviço abria em modo offline automaticamente, por fim ainda torna de fácil acesso o botão para o modo offline, dando maior e melhor controle nesse sentido.

Para finalizar, ambos os serviços possuem praticamente o mesmo acervo, com mais de 30 milhões de músicas, para o que é consumido por este que vos escreve, tudo foi encontrado tanto no Apple Music como no Google Music, dessa forma o acervo musical não deve ser um problema no momento de escolha.

Nessa matéria colocamos no papel nossa experiência com os dois serviços e o que mais nos marcou, cada serviço tem suas vantagens e desvantagens e dessa forma podem agradar de forma diferente o usuário, por isso decidimos não escolher o melhor, apenas publicar nossa análise e deixar você testar e nos dizer qual prefere.

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