Análise : Fedora 22

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Essa semana que passou, fomos contemplados com o lançamento do Fedora 22, este que vos escreve vem a testando desde o primeiro momento em que foi disponibilizada, usando-a sempre em modo intenso para todas as atividades diárias e agora coloca uma humilde análise sobre este mais novo lançamento.

O Fedora é uma distribuição que me surpreende a cada lançamento, a equipe de desenvolvimento do Fedora demonstra uma preocupação com um sistema estável, agil, lapidado, mas que entregue os pacotes mais recentes para seu usuário. Percebe-se isso a cada edição, o Fedora fica mais maduro, mesmo seguindo um lançamento semestral (Ás vezes apresentando alguns atrasos no cronograma), o que significa curtos prazos para o desenvolvimento, a equipe tornou o Fedora uma distribuição extremamente estável, pronta para o que der e vier.

Nesta nova edição encontramos o Gnome Shell 3.16, sendo uma das primeiras distros a já trazer esta última versão do Gnome é responsável pelas maiores mudanças que o usuário final perceberá no Fedora 22. De patinho desengonçado para um ambiente extremamente moderno e ágil, essa foi a evolução do Gnome 3, quando chegou a reformulação do Gnome, muitos criticaram. De certa forma era de entender-se, o ambiente mostrava-se carente de muitos pontos visuais e tinha um consumo de hardware bem maior que o Gnome clássico. Mas o tempo passou e as coisas mudaram de figura, hoje o Gnome Shell é um ambiente gráfico extremamente produtivo, recheado de funcionalidades, com um visual de fazer muito marmanjo babar e com uma gama de extensões e ferramentas de personalização que enriquecem a experiência de uso.

Mas cá entre nós, a experiência do Gnome Shell é realmente sentida quando você usa o Fedora, não que as outras distros não façam um bom trabalho ou mesmo que não tenha outras de qualidade com o Gnome, mas a integração do Fedora com o Gnome Shell é sensacional, supera sem nenhuma dúvida a experiência obtida com o ubuntu Gnome Edition.

A integração com o Gnome ocorre de modo natural, tudo no sistema funciona em perfeita harmonia, não há falhas visuais, programas que não combinam, tudo está como deveria estar e para melhorar a situação, o sistema apresenta um desempenho magnifico, consumo baixo de hardware, aliado com um tempo de resposta impressionante. Para ter-se uma idéia, ao clicarmos duas vezes sobre pacotes de instalação (RPM), temos no mesmo momento a store (Programas) aberta em nossa tela, sem carregamentos, sem demoras para esta reconhecer o pacote é clicar e já ver esta a sua frente.

Essa Store é mais um dos programas que acompanham o ambiente Gnome e ainda bem que foi incorporada pelo Fedora, não só seu visual é agradável, como é extremamente leve, permitindo que seu uso não gere dores de cabeça e nem faça o usuário aguardar carregamentos.

Outros elementos visuais importantes a destacar-se são as notificações do sistema, até a versão anterior o gnome apresentava as notificações na parte inferior da tela, apartir de agora elas são exibidas na parte superior central e após a pop up ter desaparecido, é possível acessar todas pelo menu do calendário, clicando sobre o relógio. Além disso é possível responder conversas do pidgin, e-mails, diretamente da aba de notificações, retirando a necessidade de abrir os respectivos programas.

Obviamente o Fedora não traz apenas o Gnome como opção de ambiente gráfico, também temos o KDE 5, com seu visual flat e o XFCE 4.12, no entanto o destaque dessa vez, fica para o gnome.

Uma mudança que precisa ser comentada é a do gerenciador de pacotes, hoje o Fedora não faz mais uso do Yum e passa a usar por padrão o DNF, vale lembrar que desde a versão 18 o DNF está presente, mas somente agora ele é o gerenciado padrão, apesar disso o Yum ainda é suportado, mas quem o utilizar verá uma mensagem que este é obsoleto e o gerenciador a ser usado deve ser o DNF.

As vantagens provenientes desta troca são grandes, o DNF tem um melhor desempenho e gerenciamento de memória, além de ter um código base mais limpo e de fácil manutenção.

O Yum como tido anteriormente, ainda faz-se presente e é suportado, mas apenas durante a fase de transição e com o tempo será definitivamente retirado do Fedora.

Poderia arrastar-me ao comentar com vocês as enormes mudanças que o Fedora traz sobre o capô, assim como as diversas correções, no entanto isso pode ser visto na nota de lançamento, preferimos aqui abordar o que o usuário vai perceber a olho nu e tentar mostrar se a adoção do Fedora 22 é compensadora.

Já abordei anteriormente, mas dando um pequeno looping nesta informação, o Fedora apresenta um excelente consumo de hardware, não é a distribuição com o menor consumo (Para consumo mínimo, existem distribuições especificas) no entanto o Fedora com o Gnome 3.16 consome por média 700MB de RAM, já tendo nessa contagem todos os seus serviços funcionando (Evolution, Pidgin, Contas Online e extensões) e o consumo do processamento também é muito baixo, para um sistema moderno e recheado de efeitos e recursos, essa marca é muito boa e fica a frente de todos os sistemas proprietários que poderíamos citar, felizmente isso sempre foi algo que o Linux fez melhor que os demais, o bom gerenciamento de hardware.

Vale adicionar um adendo a este fator do consumo, que 700MB já chutando alto, tendo em vista que estamos com mais de 5 extensões do Gnome Shell e os apps nativos deste em funcionamento, além disso você verá no vídeo de demonstração da distribuição que marcamos 1,1GB, pois estávamos neste momento com o PaleMoon aberto e o VokoScreen a rodar, porém se o usuário dispensar alguns recursos do sistema, consegue facilmente reduzir ainda mais esse consumo.

Talvez um dos pontos que poderíamos considerar desfavorável ao Fedora é seu curto prazo de suporte, cada versão do Fedora é suportada por apenas 13 meses, para quem não gosta de atualizar pelo menos a cada ano, pode ser esse um problema. No entanto lembro-me ainda por volta de 2008, que Jon Stanley afirmou que o Fedora tem como objetivo alavancar o desenvolvimento do software livre, portanto para quem precisa de longo suporte o correto seria a adoção do RHEL, derivado do Fedora. Portanto, considerar este como um problema não seria justo, apenas poderia afirmar que se você não quer gastar alguns minutinhos de seu tempo a cada 12 meses para atualizar seu sistema, talvez o Fedora não seja adequado a ti.

Sobre pacotes, bem, é inegável que o ecossistema Debian conta com uma supremacia no quesito pacotes e quando paramos para conferir o Ubuntu e suas PPA’s, torna-se impossível dizer que tem-se problema para encontrar qualquer programa (Caso não esteja na Store). E o Fedora? Não há como dizer que existem poucos pacotes, pelo contrário além dos repositórios oficiais recheados de programas, temos o RPM Fusion que mantém uma grandiosidade de pacotes para o sistema, por fora ainda contamos como serviços como o RPM Find, que mantém softwares empacotados e (Normalmente) Atualizados em RPM – Vale lembrar que ao escolher por instalar pacotes fora dos repositórios oficiais, cuidados devem ser tomados e a origem deve ser conferida – dessa forma tem-se um grande suporte para a distro, mas ainda ocorrem vezes de programas terem suporte oficial apenas ao ubuntu e familiares, gerando um certo trabalho para os utilizadores de outras distribuições.

Afinal, vale a pena instalar o Fedora 22? Sem dúvida alguma vale totalmente, a distribuição RPM mais popular, com um grande suporte da comunidade, com uma excelente estabilidade (Mesmo ao optar sempre por pacotes recentes) e com uma perfeita integração com o Gnome Shell 3.16, este então que merece vastos elogios, somente ele já encheram os olhos de muitos, por sua beleza e praticidade. Portanto este que vos escreve recomenda o Fedora 22 e espera que se você já é usuário do Fedora, pretende conhecer ou quer saber mais detalhes, utilize nossos comentários abaixo, participe de nossa comunidade e dê uma curtida em nossa Fan Page do Facebook! Para baixar o Fedora 22 direto de nosso acervo, utilize o botão no topo desta matéria, ao baixar por aqui você também contribui com nosso trabalho.

Fedora 22