Yellow Bike - Testamos o app de empréstimo de bike - Linux Centro
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Analise

Yellow Bike – Testamos o app de empréstimo de bike

Nessa última semana passamos nossos dias testando a Yellow, a startup que aposta no modelo de empréstimo de bicicletas dockless, que em outras palavras, significa pegar a bike e deixar estacionada em qualquer lugar, sem a necessidade de bases determinadas.

Fundada pelos ex-donos da 99 e o ex-CEO da Caloi, a Yellow está colocando nas ruas de São Paulo, bikes personalizadas para a startup, todo o material, estrutura e modelo são feitos com a premissa do compartilhamento, diminuindo o valor de unidade e a tornando incompatível com qualquer outra bike do mercado, para que o roubo se torne desinteressante.

O funcionamento da Yellow é bem simples, o cliente baixa o aplicativo, faz o cadastro e olha no mapa onde está a bike mais próxima, bem similar ao funcionamento do Uber, 99 e afins, com a diferença que você não chama a Bike, mas sim vai até onde está a mais próxima.

Uma vez encontrado a bike, o usuário precisa apenas apontar o celular para o QR Code que fica na parte traseira, logo acima da trava, o aplicativo começa então o destravamento automático da bike, o processo é um pouco moroso, levando em média um minuto para ocorrer.

Mas não só moroso, às vezes também falho, o ideal é você dar uma empurrada na bike para frente e para trás, até ouvir o sinal que a trava fora desbloqueada e o aplicativo iniciar a cobrança.

Falando em cobrança, a Yellow atualmente cobra R$ 1 real por cada 15 minutos de empréstimo, tornando-a mais barata que empréstimos de bike em parques, por exemplo e relativamente mais convenientes que o ônibus.

Por exemplo, se você pega o onibus para uma distancia de 6 á 10KM, com a Yellow você vai pagar entre 2 á 3 reais (com variação para sua velocidade, aqui contamos nosso desempenho que é de 4KM a cada 15 minutos), levando em conta que é um valor inferior a passagem de ônibus e menor ou igual ao da integração (levando em conta o nosso cálculo no início desse parágrafo) a proposta mais que vale a pena, pois significa em uma pequena redução orçamentária, prática de exercício físico e oportunidade para escapar de trânsito e ônibus lotado.

A cobrança é de forma pré-paga, isso porque você deve efetuar recargas dentro do aplicativo e depois as corridas serão cobradas desse valor, tal qual um celular pré-pago. O valor mínimo para recarga é de R$ 5 reais, excelente para quem quer apenas testar ou usar de forma escassa.

O app é no geral bem simples, com um menu para exibir as corridas já realizadas, mostrando quilometragem feita , custo e o local de partida e chegada. A tela principal é a do mapa, exibindo as bikes na proximidade, a funcionalidade ainda é falha, as bikes tendem a ir “brotando” no mapa quando você dá zoom ou passa por um pedaço da região e somem ao dar um zoom out.

O botão para ler o QR Code está logo na tela inicial e ao lado existe uma opção para você pedir ajuda para a bike, seja porque encontrou um problema técnico ou porque a Bike fora presa em residências ou com cadeados particulares.

Falando nisso, durante este primeiro piloto a educação de alguns ficou notória, encontramos várias bikes que tinham sido simplesmente colocadas para dentro das residências e o aplicativo peca em exigir que coloquemos o número da bike ou seu QR Code para fazer a denúncia, visto que em diversas situações não temos acesso a essa informação, apenas vemos que a Bike fora trancada para dentro da casa de algum espertalhão. É importante lembrar que apesar das bikes poderem ser deixadas em qualquer ponto da cidade, a Yellow faz algumas recomendações, pedindo que quando possível as deixe em praças, parques ou paraciclos, quando for deixar na rua, procure colocar na guia, onde é permitido parar carros ou motos.

Em relação a melhorias, também sentimos falta de algumas funcionalidades, considerando o nicho, seria interessante o aplicativo contar com ferramentas para avaliarmos desempenho, como a velocidade média que o ciclista alcançou naquela corrida, integração com pulseiras como a Mi Band, para medição cardíaca, informação de calorias gastas e assim por diante. Talvez desenvolver essas funções não seja o nicho de negócio da empresa, que tem como principal intuito a locação de bikes, mas ao menos uma parceria e integração com aplicativos como o Runstatic seria bem vinda.

Considerando que o serviço está em seu piloto com apenas 500 bikes em circulação e com os donos da Yellow prevendo situações como as citadas acima, podemos considerar que a proposta é excelente e tem grande chances de sucesso, quando a empresa atender seu objetivo de colocar 100 mil bikes em circulação (tendo como meta de 20 mil já este ano), a Yellow estará visível e acessível por toda a cidade de São Paulo, atendendo aqueles que fazem curtos ou médios trajetos de carro ou ônibus.

E você? Já teve a oportunidade de testar a Yellow Bike? Nos conte sua experiência!