Youtube Music- Testamos o novo serviço de streaming da Google
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Analise

Youtube Music- Testamos o novo serviço de streaming da Google

Ontem a Google liberou o Youtube Music para o Brasil, mais que isso, a empresa liberou todo o plano pago do Youtube, chamado de Youtube Premium que une o Youtube Red e o Music, ou seja, o usuário por um valor mensal, tem não somente o serviço de streaming de música da empresa, como também o Youtube sem anúncios e com acesso a conteúdos exclusivos, como a série do Karate Kid.

Mas hoje vamos falar sobre o Youtube Music, testamos nestes dois dias e agora apontamos o que achamos do serviço.

Um detalhe importante é que o Google Music continua existindo, por enquanto, e quem é assinante consegue usar o Youtube Music sem qualquer acréscimo em sua assinatura.

A interface do Youtube Music é bem diferente do Google Music, sendo mais próxima do Tidal, com a mesma aposta em tons mais escuros como não somente o Tidal, mas o Spotify também faz em sua interface.

Na primeira utilização, o Youtube Music pede acesso a sua localização para poder oferecer playlists com base em sua atividade, recurso herdado diretamente do Google Music, porém a Google promete que a inteligência artificial está ainda melhor, pois conta com o já poderoso algoritmo do Youtube.

Logo em seguida o serviço pede para que você selecione os seus artistas preferidos, são exibidos em círculos, com foto e nome, tudo que você precisa fazer é clicar sobre o que gosta, para que seja selecionado. Conforme você seleciona um artista, outros similares são exibidos. A quantidade de artistas que são exibidos é realmente grande, a lista só aumenta conforme você seleciona, dedicar alguns minutos para essa atividade é recompensador mais a frente.

Depois destes primeiros passos, o Youtube Music já passa a fazer várias sugestões, entre artistas sugeridos, playlists e também videoclipes. Sim, o novo serviço da Google conta com videoclipes e shows para consumação, eles estão presentes na interface de forma similar ao Tidal, entre as sugestões. A vantagem do serviço da gigante de Mountain View é contar com o gigantesco acervo do Youtube, alimentado não somente por gravadoras e artistas, mas também por usuários comuns.

Na verdade esse é um dos pontos que a Google usa para enaltecer seu serviço, segundo ela, o Youtube Music facilita a vida de músicos independentes, já que eles poderão ter suas músicas e clipes no serviço, subindo eles mesmos, sem a necessidade de uma gravadora. Porém aqui fica uma ressalva, por questões legais, para receber os pagamentos de reprodução, é necessário uma gravadora, caso contrário o artista receberá apenas os pagamentos referentes a receita de publicidade do plano gratuito.

Sim, o Youtube Music conta com um plano gratuito, tal qual o Spotify e Deezer, e diferente do que era visto no Google Music que a versão gratuita era apenas um player de música para seus arquivos locais ou os que subisse você mesmo para a cloud.

Porém o plano gratuito possui várias limitações, ele além de contar com publicidade, não é capaz de executar os clipes em segundo plano.

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A interface é bem agradável e de fácil utilização, basta clicar sobre a música desejada para iniciar a produção, um player reduzido na parte inferior da tela, exibe informações essenciais, quando puxamos esse para cima, temos uma visibilidade maior da capa e detalhes.

O botão curtir ou não nas faixas reproduzidas continua existindo e serve para ajudar o serviço a entender as músicas que lhe agradam mais.

O Youtube Music substitui a função “Aleatório” do Google Music por uma chamada de “Música Ilimitada” que é a alternativa do Flow do Deezer, uma reprodução contínua e ininterrupta de músicas com base em seu gosto. O interessante aqui é que a função não somente ganhou mais destaque, como é muito mais eficiente que a do Google Music, conseguindo trazer uma variedade enorme de músicas, mas todas dentro do gosto do usuário. Ao menos conosco, o serviço conseguiu dançar entre Nirvana, Michael Jackson, Twisted Sister, Cazuza, Legião Urbana de uma forma que cada faixa nos surpreendia, não tornando-se aquele aleatório que repete sempre as mesmas músicas.

A função de download para consumo offline está presente, o usuário pode baixar faixas individuais ou álbuns inteiros, a função é bem simples de usar e exibida como na maior parte dos serviços similares, um botão de download ao lado da faixa ou do álbum. Porém o Youtube Music recebeu um recurso visto no Deezer, a playlist favoritos baixa automaticamente as faixas adicionadas, desta forma, uma outra forma de baixar o conteúdo para consumo offline é simplesmente adicionar na sua playlist de favoritos.

Os clipes e shows também contam com a função de download, tornando possível seu consumo mesmo quando longe de uma conexão de internet.

Ainda existe um botão que fica na parte superior da reprodução de conteúdo, que serve para ativar ou desativar a exibição de vídeos. Quando desativado o usuário receberá reproduções apenas de áudio, quando ativado o serviço faz sugestões também de clipes.

As configurações que existem no Google Music, foram herdadas pelo Youtube Music, isso significa que o usuário tem o controle de decidir a qualidade do streaming das músicas quando na rede de dados ou wifi.

Por fim, mas não menos importante, o serviço está disponível para Android, IOS e Web (navegadores). Já oferece suporte ao Chromecast e permite a utilização de até 10 dispositivos simultâneos por usuário.

A Google mostra que fez a lição de casa, pegou recursos interessantes do Google Music e trouxe para um serviço mais próximo do Spotify, Deezer e Tidal, aproveitando-se não somente da marca Youtube, como de todo o seu enorme acervo e algoritmos de sugestões.

É interessante notar que o Youtube Music não conta com um plano familiar independente, ao invés disso a empresa oferece o Youtube Premium como plano familiar, sendo um pouco mais caro que o familiar atual do Google Music, Spotify ou Deezer (R$ 31,90 para 6 pessoas), mas que dá para todos os membros acesso ao Youtube Red, o que torna os quase R$ 6 reais mais caros, bem vantajosos.

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