Nossa experiência com o Elementary OS Loki - Linux Centro
elementary os
Linux

Nossa experiência com o Elementary OS Loki

Para este ano, temos pensado em muito conteúdo novo para o Linux Centro, uma série de matérias que contam histórias importantes para o mundo tecnológico, fora inaugurada nesta última semana. Agora vamos iniciar mais uma sequência de matérias, que visam entregar um conteúdo agradável, informativo e elucidativo aos leitores, sobre as distribuições Linux.

Já faz muitos anos, que este que vos escreve utiliza o Linux, agora começarei a escrever a minha experiência com diversas distribuições Linux, será não somente exibido tudo que temos de novo ou diferente em determinada distribuição, como também problemas e dificuldades encontradas.

Escolhemos iniciar pelo Elementary OS 0.4.1 Loki, que é baseado no Ubuntu 16.04.2 LTS. Seu uso ocorreu e ocorre até o momento desta publicação, em um Notebook Lenovo ThinkPad com um Intel Core I5, 8GB de memória e um SSD de 60GB unido a um HD de 400GB.

A instalação

A instalação do Elementary OS é muito tranquila e herda praticamente tudo do instalador do Ubuntu, bastou colocar o pendrive para iniciarmos uma tela que nos oferecia a instalação ou uso do sistema em live USB.

Para iniciar a instalação, escolhemos o idioma, configuramos para efetuar o download de atualizações durante a instalação e também de drivers e plugins proprietários. Em seguida o sistema pegunta se você quer fazer um dual boot com o sistema atualmente instalado, sobrescrever tudo e tornar o Elementary OS o único sistema da máquina ou optar por uma instalação avançada, onde você configure partições e demais informações.

Como iria utilizar o SSD para o sistema, optei pela instalação avançada, onde graficamente e de forma rápida foi possível selecionar o SSD de 60GB para o sistema, indicando o “/” como tipo de partição e o HD convencional para a home e swap.

Feita as escolhas, o sistema iniciou a instalação, enquanto em paralelo me perguntava a minha localização, tipo do teclado, nome do computador, nome de usuário e senha e se eu gostaria de criptografar meu diretório pessoal.

Terminado aqui, a instalação continuou sozinha, terminando em poucos minutos, com a solicitação de restart da máquina.

O primeiro uso

 

O primeiro boot é rápido e o sistema já está pronto para uso, bastou logar-se e fui diretamente para a tela de configuração, pois a máquina utilizada é um notebook conectado a um monitor externo, como não utilizo o monitor interno do notebook em mesa, este fica fechado com imagem apenas no monitor externo.

Desta forma, optei por desativar o monitor interno, essa opção é facilmente encontrada no Elementary OS, sendo apenas um botão de “on-off”. A resolução de ambos os monitores já tinham sido identificadas durante a instalação.

Porém, o uso do monitor externo no lugar do interno, trouxe um pequeno problema para com o bloqueio de tela do Elementary OS, ele não reconhece o monitor externo, apenas depois de logado no sistema, o monitor interno volta a ser desligado e o externo fica no comando.

Em suma, as configurações feitas no sistema, não refletem para sua tela de bloqueio, para não buscar grandes soluções, optei pelo caminho mais simples, fazer com que o Elementary OS entre no meu perfil sem pedir senha, resolve a questão dos problemas com monitores e não deixa a questão de segurança para trás, já que a exigência da senha ocorrerá em um pop up do Gnome Keiring, mas sem precisar da tela de bloqueio.

Visual

Visual é algo muito pessoal, este que vos escreve considera que o Elementary OS tem uma boa apresentação, mas com um péssimo tema. Seu misto de modificações próprias com o tema Adwaita do Gnome, fazem com que o sistema tenha grandes barras de títulos, pouco minimalismo e um conjunto de ícones que não me agradou. O problema foi resolvido com a utilização do tema e ícones Paper, o visual flat proposto por esse tema, caiu como uma luva para o visual do Elementary OS, deixando o mais bonito e elegante.

A escolha de um ícone para as notificações é interessante, apesar da opção do Gnome de guardar as notificações junto ao calendário expandido, mais prática. Ainda assim, as duas apresentações da ferramenta são agradáveis e funcionam bem, principalmente pelo Elementary contar com uma opção de fácil acesso para interromper o recebimento de notificações.

O dock do Elementary é um dos pontos fortes da distribuição, bonito, prático e eficiente. O menu também é interessante, um misto de menu KDE 5 com o Dash do Gnome, oferecendo alto foco nos ícones, rápido sistema de busca, mas sem ocupar a tela toda.

O posicionamento de botões nas janelas do Elementary OS é uma experiência totalmente diferente, se você estranha o posicionamento adotado no Ubuntu ou a decisão do Gnome de abdicar da função de minimizar e maximizar, vai estranhar o Elementary OS que coloca um botão em cada ponta da janela. Não consegui me adaptar com esse layout e o alterei com o Elementary Tweak, que permite você ter a posição e botões disponiveis de acordo com o sistema que tem mais prática (Ubuntu, Windows, OSX).

Aplicações

Ao contrário de muitas distribuições, o Elementary OS vem com o básico necessário para sua utilização. Porém algumas aplicações essenciais, como o gerenciador de tarefas do sistema, estava ausente, tivemos que procurar uma opção na central de aplicativos do sistema. Isso não é um problema e o menu de aplicações até é integrado a central de aplicativos, mas talvez a adoção de um gerenciador de tarefas com mais cara de Elementary OS, seja algo que falta. Existe uma sugestão dentro da central de aplicativos, na categoria “Sistema”, porém devido a ser mais simples do que a nativa do Ubuntu, por exemplo, acabei por escolher o Stacer como ferramenta para monitoramento do desempenho da máquina.

Central de aplicativos

Aqui está um dos focos atuais da equipe do Elementary OS, eles estão trabalhando para oferecer uma loja integrada com repositórios e capaz de fornecer um sistema simplificado de venda e doação, tal como ocorre com o Android, bastando o usuário clicar e inserir os dados de pagamento para adquirir um determinado software.

A proposta de central de aplicativos já é muito antiga nas distribuições Linux e oferecer aplicações pagas nela, já foi tentado pela Canonical, mas a experiência de transações financeiras nunca fora levada muito a fundo no Ubuntu, dando sempre atenção maior para as aplicações gratuitas.

A central também tem um visual dedicado ao Elementary, sendo a personalização da central de aplicativos do Gnome, mas com divisão de categorias de modo bem visual e agradável. Já existe uma grande quantidade de aplicações, entre gratuitas e pagas, uma das vantagens do sistema usar uma base sólida no mercado, como o Ubuntu.

Infelizmente a loja mostrou-se ineficaz para a instalação de pacotes deb, quando baixamos algumas softwares, como o Opera, que não estão na central e são distribuidos em deb, o sistema ofereceu a central de aplicativos para efetuar a instalação, no entanto essa era aberta e não carregava o pacote externo. Tivemos que optar pela instalação do Gdebi para continuar com a instalação desses pacotes externos de forma gráfica, sem termos que recorrer ao terminal.

Ao fim de tudo, o Elementary OS mostrou-se um sistema operacional agradável, elegante e confortável para o usuário. Existem muitos pontos que poderíamos considerar como necessário de melhorias, como a escolha do tema, mais ferramentas de personalização para o Dock, ajuste da central de aplicativos e até mesmo o problema que tivemos com a tela de bloqueio na utilização de monitor externo. Mas ao considerarmos que o Elementary ainda não alcançou seu release 1.0 e que esses problemas foram pequenos e não comprometeram o dia a dia, não existem motivos para que você não teste o Elementary OS.