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Lançado oficialmente o Ubuntu 17.10 que marca um recomeço

A nova versão do Ubuntu, poderia facilmente ser abordada como “o novo Ubuntu”, pois desde o lançamento do Unity, a versão 17.10 é a que mais apresentou mudanças na distribuição e olhou atentamente para o que os usuários gostariam.

Vale destacar que a 17.10 não é uma LTS (Long Temp Support), ou seja, é uma versão intermediária com apenas 09 meses de suporte, as versões LTS possuem 5 anos de suporte e a próxima será lançada ano que vem, por tanto, para quem não quer ter que atualizar seu sistema novamente dentro de pouco menos de um ano, o ideal é permanecer na 16.04 LTS até a chegada da 18.04 LTS.

Já para quem quer usar todas as novas funcionalidades, enquanto espera a chegada da 18.04, a nova versão tem uma excelente “pegada”.

O Unity foi “abandonado”, mantido apenas com atualizações de segurança para a LTS, ele não será mais o ambiente gráfico do Ubuntu, ao invés disso a Canonical volta as origens e entrega o Gnome Shell como opção.

Mas ao contrário de outras distribuições, a Canonical optou por algumas mudanças no ambiente gráfico, não tão grandes, mas que entregam a experiência esperada pelos usuaŕios (Ao menos o que foi pedido nas pesquisas que a Canonical fez com a comunidade nos últimos meses).

A experiência com o Ubuntu 17.10

Ao invés do dock de favoritos que o Gnome Shell mantém oculto, temos o Ubuntu Dock, um fork da extensão Dash to Dock, que faz o visual seguir um visual próximo ao que era o Unity e traz algumas funcionalidades próprias, como o suporte a barra de progresso no ícone das aplicações e transparência dinâmica. Um nível de personalização também está presente no dock, que está restrito basicamente ao tamanho dos ícones, infelizmente não é possível levar a grade de aplicativos para o topo do dock.

Estamos usando o tema POPOS que pode ser encontrado aqui no Linux Centro

Os gestos do mouse estão desativados por padrão, para quem não conhece o Gnome Shell, ao levar o mouse para uma das pontas da tela é possível visualizar um dash que exibe uma barra de pesquisa para encontrar aplicações, o gerenciador de áreas de trabalho e as janelas em aberto. Este que vos escreve acha esse recurso muito útil e acabou optando por reabilitá-lo, utilizando o Gnome Tweak.

O tema também foi modificado, enquanto o padrão oficial do Gnome Shell é o Adwaita, a Canonical implementou o conhecido Ambiance no Gnome e o tornou padrão, mas também está presente o Radiance (A versão mais clara do Ambiance), infelizmente não houveram grandes evoluções no visual desse tema e parece que a adaptação visual que ele estava recebendo para o Unity 8 (Com uma clara tendência mais Flat e moderna) fora realmente esquecida e deixando o Unity 8 definitivamente no passado.

Agora o Ubuntu é oficialmente integrado com os pacotes snaps, a central de programas do Gnome é utilizada oficialmente e consegue exibir todos os pacotes snaps disponíveis, isso significa a utilização de um pacote universal entre as distribuições e mais opções de softwares disponibilizadas diretamente pela loja do Ubuntu, o número de aplicações cresceu de forma evidente, dando lugar até mesmo para softwares construídos com o Electron, que antes não eram encontrados nos repositórios oficiais, um exemplo é Atom, Brackets, Discord e Wavebox.

A fluidez do sistema é incrível, apesar do Unity ter mostrado maturidade e evolução de desempenho com o passar dos anos, a experiência da equipe do Gnome e a maturidade desse ambiente acaba sendo notada em um Ubuntu mais leve, rápido e fluído. Vale destacar que o usuário não precisa mais ficar abrindo ou se preocupando se tem uma aplicação instalada, basta digitar o nome do software desejado na barra de busca do dash e ele exibirá para sua inicialização ou instalação, caso ainda não esteja instalada, uma excelente e produtiva integração entre ambiente gráfico e loja de aplicações.

Integração da busca do dash com a central de programas

Outra grande mudança, mas que não consideramos como boa ou ruim, é que o Ubuntu passa a deixar de dar suporte a 32 bits, oferecendo apenas a versão 64 bits. Como desde 2003 os processadores passaram a ter suporte 64 bits, é muito pouco provável que seu processador não tenha suporte a 64 bits, mas se por algum motivo necessitar de um sistema operacional 32 bits, os sabores oficiais do Ubuntu, como Xubuntu, Ubuntu Mate, Ubuntu Budgie, continuam oferecendo a versão x86.

O Ubuntu 17.10 também abandona o Xorg e trás como padrão o Wayland, essa mudança já vem sendo muito comentada pela comunidade, independente da distribuição, porque o Xorg já é uma tecnologia antiga e atualmente com limitações, a Canonical optou por aproveitar essa versão intermediária para começar a testar o novo servidor gráfico.

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Como esperado, diversas outras mudanças por trás das cortinas estão presentes, como a atualização do kernel para a versão 4.13, atualizações de drivers Nvidia, Intel, AMD e versões mais recentes dos softwares embarcados, como LibreOffice e Firefox.

Agora fique a vontade para testar o novo Ubuntu e ver todas essas mudanças que marcam uma nova etapa para umas das distribuições Linux mais famosas do mundo. Também sinta-se à vontade para usar nosso espaço de comentários e deixar sua opinião e experiência, ou participe de nossa comunidade no Google Plus e fanpage no Facebook.

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