Nossa experiência com o Manjaro Linux - Linux Centro
manjaro
Analise Linux

Nossa experiência com o Manjaro Linux

O Manjaro é uma das mais populares opções para quem quer aproveitar do mundo do Arch Linux de uma forma mais simplificada, utilizamos por mais de uma semana como nossa distribuição principal e agora contamos para vocês o que achamos.

A instalação do Manjaro

Instalar o Manjaro é bem simples e amigável, utilizando-se do Calamares, o usuário deve escolher idioma, região, digitar seu nome, nome da máquina e uma senha, podendo no ato da instalação escolher se o sistema deve solicitar a senha ao iniciar, ou deve logar-se automaticamente, aqui também existe uma interessante opção que permite você usar a mesma senha como root ou determinar uma diferente.

No momento de escolher o HD e partição, existe uma funcionalidade interessante, o sistema oferece a instalação lado a lado com outro sistema que já esteja instalado, a instalação completa que apagará tudo em seu HD ou a possibilidade de escolha de partição que será subscrita, aqui é muito simples, o instalador mostra graficamente em uma barra colorida as partições existentes no HD e basta você clicar sobre a que deseja usar para o Manjaro, logo abaixo ele mostra como ficarão as novas partições.

Feito isso, o sistema mostra um resumo de tudo que você escolheu e determinou antes de iniciar a instalação.

O primeiro uso

O Manjaro já traz de “fábrica” os principais softwares que o usuário pode precisar, tornando-o um sistema instale e use, essa praticidade é excelente para quem não quer perder tempo com o pós instalação. Até mesmo alguns extras interessantes são encontrados, como web apps construídos para a suíte Microsoft Office, uma boa opção para quem tem a assinatura do Office 365, mas calma, o excelente LibreOffice está presente.

Um problema que encontramos até agora em praticamente todas as distribuições é a utilização de um monitor externo em um notebook com a tampa fechada. Sabemos que isso pode ser ajustado com a criação de um arquivo para o X11, mas o ideal é que a distribuição possua ferramentas gráficas e preparo para essa manipulação, infelizmente até o momento a que melhor trabalhou com isso foi o Ubuntu, que facilmente permite desligarmos o monitor interno e não gera incompatibilidades com esse modelo nem mesmo no bloqueio de tela.

Porém o Manjaro não foi dos que nos deu maior trabalho, alguns ajustes no KDE foram o suficiente para tornar apto a nosso desejo, mas tivemos que ativar o login automatico, para não termos problemas de ter que abrir o note na hora de logar o usuário.

Visual

O visual do Manjaro é simplesmente espetacular, é uma das distribuições que faz um trabalho perfeito com o KDE, sem grandes modificações como a do Nitrux OS, mas com uma grande atenção para o tema, ícones e fontes utilizadas.
Usuários do KDE não vão estranhar, já que os principais softwares desse ambiente estão presentes aqui, apenas com o refinamento e algumas opções da equipe do Manjaro.

Aplicações

Como acabamos por já abordado anteriormente, o Manjaro já carrega um belo catálogo de aplicações, suficiente para que o usuário possa simplesmente sair usando sua distribuição. Mas se não o suficiente, a distribuição conta com sua loja de aplicativos.

Aqui é que temos um ponto difícil de considerar, o Manjaro é baseado no Arch Linux, consequentemente a opção de aplicações nativamente disponíveis para ele são em números menores que para opções como Ubuntu e Debian, já que praticamente a maioria dos desenvolvedores priorizam o empacotamento em deb. Porém, com a ascensão do Snap, ao qual o Manjaro dá suporte (Ensinamos a ativar pacotes snaps no Manjaro nesta matéria), esse problema pode ser solucionado, infelizmente, a opção de pacotes snaps no Manjaro é apenas via terminal, por enquanto, já que a loja da distribuição não dá suporte oficial. Por outro lado, o Manjaro conta com o eficiente repositório da comunidade, pacotes que não são encontrados nos repositórios oficiais, dificilmente não são encontrados no da comunidade, que trabalha ativamente nesse quesito. No entanto, novamente acaba-se precisando do uso do terminal, isso não é um problema, mas para quem quer fugir do terminal e ficar apenas na interface gráfica, o Manjaro pode não ser a opção ideal e partir para um Ubuntu ou Linux Mint, talvez seja a decisão mais correta.

Central de aplicativos

A “central de aplicativos” do Manjaro não é como você está habituado a ver no Ubuntu, Windows, Linux Mint e demais sistemas. Aqui temos dois gestores gráficos a disposição o Octopi e o PacMac, visualmente eles não são tão diferentes da central de aplicativos do Gnome ou o Discovery do KDE, por exemplo, talvez apenas não possuam o mesmo apelo visual (Apesar da última atualização do PacMac o ter deixado bem atrativo visualmente), porém funcionam bem para que o usuário possa buscar pacotes no AUR e diminuir o convívio com o terminal.

Como tudo na vida, existem os que não são muito amigáveis ao Manjaro e os que o adoram, como optamos por manter essa série com foco no usuário que quer o menor trabalho possível, talvez o Manjaro não seja a opção mais acertada, por mais que ele simplifique ao máximo o Arch Linux, ele não possui o mesmo “conforto” que o Ubuntu ou Linux Mint oferece aos seus usuários, existindo ainda a necessidade de às vezes partir para uma busca e uso do terminal. Agora se você não tem medo do terminal, entende que ele não é seu inimigo e às vezes optar pelo seu uso pode facilitar a vida e agilizar uma solução, vale a pena dar uma olhada no bom trabalho que é feito no Manjaro. Lembrando que ele conta com suporte a vários ambientes gráficos, apesar de termos escolhido o KDE.

Please follow and like us:
RSS
Facebook
Facebook
Twitter
YouTube