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Gnome 3.28 vai abandonar o uso da area de trabalho

Uma mudança transitória ao longo dos anos, vai tornar-se definitiva na versão 3.28 do Gnome.

Desde que o Gnome avançou para a versão 3, muitas características que duraram por décadas no desktop, começaram a ser abandonadas por esse ambiente gráfico, uma das mais comuns era o uso da área de trabalho.

Por muitos anos a área de trabalho fora símbolo de lugar para manter os ícones de aplicações mais utilizadas por ti e arquivos que tinha baixado para uso momentâneo. O Gnome apostou em uma mudança de prática, dando um dash dinâmico e que permite um rápido acesso a qualquer aplicação com seu eficiente sistema de buscas, além de um dock para armazenar alguns dos ícones de aplicações favoritas, a pasta de download do sistema passou a ser o local usado por muitos para acumular a “tralha” sem destino fixo.

Mas até hoje os usuários podiam optar por ativar o uso da área de trabalho e voltar a ter seus ícones e armazenar arquivos neste local, na versão 3.28 não mais será possível ativar essa funcionalidade com o uso do Gnome Tweak, deixando esse espaço apenas para exibição do papel de parede e disposição do Dock para ambientes personalizados como o do Ubuntu.

Na prática essa mudança não deve causar impacto, o visual mais limpo para a área de trabalho tornou-se uma prática adotada por outros ambientes gráficos ao longo dos anos, como o finado Unity e o Pantheon do Elementary OS, isso porque no passado era justificável a necessidade de termos os atalhos em fácil acesso, já que para localizar uma aplicação pelo menu era necessário vários cliques, saber a categoria e percorrer, muitas vezes, vários submenus. Hoje os ambientes gráficos incorporaram eficientes sistemas de busca que com o clique de uma tela (normalmente a Super) e com uma ou duas letras, já conseguem localizar a aplicação – Funcionando muitas vezes, mais rápido que a procurar na área de trabalho.

Até mesmo o Windows optou por seguir a tendência vista nos ambientes gráficos do mundo Linux, enquanto no Windows 8 a aposta foi praticamente em “ícones na area de trabalho”, o Windows 10 passou a investir em seu sistema de busca e um menu inicial com suporte a tiles.

Mas é claro que tudo na vida é questão de gosto e pode você, caro leitor, preferir o uso da área de trabalho, neste caso é recomendável o uso de forks como o Mate, Cinnamon ou ambientes como o KDE e Budgie.