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Microsoft agora é mais valiosa que o Google

Pela primeira vez em quase 6 anos a Microsoft passou a Google em valor de mercado e tornou-se a terceira empresa mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 753 bilhões de dólares, atrás da Apple que vale atualmente US$ 952 bilhões de dólares e a Amazon que tem valor estimado em US$ 782 bilhões de dólares.

O mercado aposta que essa tomada de posição da Microsoft é temporária e com o fechamento do próximo trimestre, a Google que vale atualmente US$ 739 bilhões de dólares, retome a terceira posição.

No entanto esse avanço da Microsoft depois de 6 anos, reflete as ações tomada sor Satya Nadella desde que assumiu o lugar de Steve Balmer, 4 anos atrás, o CEO fez com que as ações da Microsoft subissem de forma constante, direcionando a empresa para uma aposta maior na plataforma cloud (Azure) e desenvolvimento de inteligência artificial, além de tornar-se mais aberta para parcerias e trabalhar junto com quem antes considerava como rival, como o Linux.

Entre as decisões polêmicas de Nadella temos a saída da Microsoft do mundo mobile, deixando de apostar em seu próprio sistema ou hardware e passando a desenvolver soluções para os sistemas das concorrentes, como o IOS e Android, desde então vimos a chegada, pela primeira vez na história, do navegador proprietário da Microsoft em um sistema que não seu, além de uma aposta alta na Cortana e integração do Android com o Windows 10, através do launcher que a empresa desenvolve para o sistema mobile da Google.

E o mais importante de todas as decisões tomadas por Nadella nos últimos 4 anos, vão além da questão da empresa ter tomado a terceira posição do ranking, pois mesmo esperando-se que a Google volte a pegar a posição, a Microsoft hoje das empresas deste ranking é a que tem a sua receita melhor dividida. Enquanto a Google tem 90% de sua receita em publicidade, a Apple tem 60% de sua receita na venda de Iphones e a Amazon tem 60% de sua receita provinda das vendas de seu marketplace, a Microsoft tem uma divisão quase igualitária, sendo 30% provinda da sua divisão Xbox, 30% do Azure e 30% do Office.

Essa divisão de receita também deixa claro que a Microsoft tem enfrentado o problema de relevância para o consumidor final, visto que suas principais marcas para o usuário final, tais como o Bing e Windows representam, juntas, apenas 10% da receita da empresa.

A Microsoft está com suas ações perto de de passar os US$ 100 dólares e estima-se que com a aposta na cloud, a empresa alcançará o valor de mercado de US$ 1 trilhão de dólares, ao mesmo tempo, especula-se que assim como aconteceu com a IBM, a Microsoft acabe tornando-se uma empresa B2B (Bussiness to Bussiness) e perca o foco no usuário final.

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