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Uganda passa a cobrar imposto para uso de rede social

Quando acredita-se que algo não possa piorar, tenha certeza, sempre surge alguém que consegue piorar.

Essa frase acima com certeza define o que o povo de Uganda está pensando sobre seus governantes, já que o atual governo resolveu colocar um imposto onde ninguém ainda tinha pensado, no uso de redes sociais. Sim, você não leu errado, não é mais um imposto para empresas e sim um imposto totalmente direcionado ao usuário que deseje usar não somente redes sociais, como aplicativos de comunicação como o Whatsapp.

A controversa lei aprovada, instituiu uma taxa de 200 shillings por dia ao usuário que desejar usar serviços como Facebook, Google Plus, Whatsapp, Telegram e assim por diante.

A idéia por si só, já é um absurdo, mas antes que alguém pense que o valor é irrisório é importante destacar que o salário minimo da Uganda é de 6000 shillings.

Com a prática, serviços de VPN passaram a ser massivamente procurados pelo povo da Uganda, serviços como o BestVPN, registrou uma alta de 1000% nos acessos vindos do país. O governo diz estar ciente dessa procura e que possui maneiras de bloquear o uso de VPN, aos quais utilizará para que os impostos devidos não deixem de serem pagos.

Na Uganda o acesso a internet já é algo escasso e difícil, apenas 13% da população o possui, mas o governo acredita que mais esse imposto, ajudará a combater fake news e aumentar a arrecadação do país, junto com o 1% que agora é cobrado em qualquer transação financeira efetuada em dispositivos móveis.

Do outro lado das afirmações oficiais do governo, existe a visão de limitação que não deixou nada feliz a população, plataformas como o Twitter eram utilizadas para manifestações. A ação inclusive é apenas mais uma do governo local, que está estabelecido desde 1996, em 2016 as eleições que reelegeram Museveni para seu quinto mandato, causaram um bloqueio no acesso de redes sociais, com a afirmativa do governo que era para impedir a disseminação de fake news.