Banco Inter pode ter que pagar R$ 10 Milhões por vazamento de dados
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Banco Inter pode ter que pagar R$ 10 Milhões por vazamento de dados

Em Maio deste ano, o Banco Inter, anteriormente Intermedium e de propriedade da família Menin, dona do grupo MRV engenharia, sofreu um vazamento de dados que comprometeu mais de 100 mil pessoas, algumas nem mesmo clientes do banco.

A situação repercutiu por um tempo, a base de 40GB foi exposta e até comercializada na DeepWeb, após o banco não ceder as chantagens dos cibercriminosos. Inicialmente o banco negou que teria sofrido um vazamento e até mesmo acusou as informações do vazamento como difamatórias, promovidas pela concorrência para denegrir a imagem da instituição.

Infelizmente o vazamento provou-se real e o Ministério Público do Distrito Federal iniciou uma investigação sobre o ocorrido, sendo que esta semana entrou com um pedido de indenização de R$ 10 milhões de reais.

Segundo apontado pela Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do MP, as informações vazadas comprometeram cerca de 20 mil clientes do banco, que tiveram nomes, CPF, folhas de cheque, e-mails, telefones e endereços vazados, além de 4.840 clientes de outros bancos que tinham dados sensíveis nesta base, por terem realizado transações com clientes do Inter.

O MP aponta que a situação agravou-se, porque o Inter tentou encobrir o incidente de segurança, o que gerou maiores prejuízos para clientes, investidores, acionistas e ecossistemas de Startups.

Por fim, para o MP, o fato do Inter promover-se como “o primeiro banco 100% digital” deveria fazer com que o réu, tivesse o dobro de preocupação e oferecer um grau de segurança acima dos bancos tradicionais.

Caso o Banco Inter seja condenado a pagar os R$ 10 milhões de indenização, o valor será revertido para o Fundo de Defesa de direitos Difusos (FDD).

A situação do Banco Inter, ocorre exatamente em um momento que discute-se fortemente sobre privacidade e proteção de dados, inclusive com a grande probabilidade da lei geral de proteção de dados brasileira ser aprovada nos próximos dias, já que aguarda apenas a aprovação presidencial. Com a LGPD casos como estes podem receber sanções maiores, já que a lei não somente prevê multas de até R$ 50 milhões de reais por infração, como até a proibição da atividade comercial relacionada.