Correios cria nova taxa de importação - Clientes protestam
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Correios cria nova taxa para importação, brasileiros manifestam-se contra

A Correios anunciou nesta semana que passará a cobrar uma taxa de R$ 15 reais de qualquer encomenda vinda do exterior. Anteriormente, esse valor só era cobrado em encomendas que fossem taxadas pela Receita, o usuário tinha então que ir até a agência (ou recentemente entrar no Portal da Estatal) e pagar tanto a taxa da Receita, como a da Correios.

Porém esse cenário mudou, agora a empresa irá cobrar os R$ 15 reais de qualquer pacote, independente de valor ou tamanho, todas as encomendas que chegarem do exterior serão barradas e o consumidor terá que entrar no site da Correios, efetuar o pagamento da taxa e somente após compensação, o processo de entrega será continuado.

A empresa alega que atualmente recebe entre 100 a 300 mil pacotes do exterior e os custos deste tipo de operação estão sendo diluídos em outras modalidades da empresa, visto que a Estatal já tinha alegado que as empresas chinesas tendem a não utilizar o método correto para essa postagem.

Segundo Carlos Fortner, presidente da Correios, apesar da novidade para os brasileiros, no exterior essa taxa é praticada e quando em empresas privadas, tendem a custar até 4x mais.

No entanto, a questão que fica é sobre a própria afirmativa da empresa, se os custos das operações alfandegárias estavam sendo diluídos nos valores dos demais produtos da Correios, com a adição da taxa de importação, teremos a diminuição dos fretes internos que tiveram enormes aumentos praticados este ano?

Os consumidores sabem que não será isso que vai acontecer, mas apenas mais uma cobrança, desta forma abriram uma idéia legislativa no E-Cidadania, que se alcançado 20 mil cidadãos em apoio até Dezembro, obrigatoriamente será discutida dentro do Senado. Ao momento desta matéria, já eram mais de 19 mil apoiadores em menos de um dia, o que deixa evidente que alcançará o número necessário, mas quanto mais pessoas apoiarem a idéia, mais sensível para o Senado será o assunto.