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Uber testa modelo de assinatura para desconto em viagens

A Uber começou os testes de um modelo por assinatura nos EUA, chamado de Ride Pass. O serviço não possui um valor fixo, tendo variação conforme a localização, em Miami a assinatura custa US$ 14,99 dólares ao mês, enquanto em Los Angeles sai por US$ 24,90 dólares ao mês.

A proposta da Uber é oferecer um serviço de assinatura que garantirá aos usuários descontos em suas viagens, com abatimentos em torno de 15%, além de estarem isentos de tarifas dinâmicas ocasionadas por chuvas e alta demanda no horário, além disso, a Uber também garante até mesmo preços sem variações (como em casos que devido a um trânsito maior, a viagem acaba saindo mais cara do que o valor inicialmente exibido e cobrado).

Para os motoristas, a Uber diz que não haverá qualquer impacto, estes continuarão recebendo pelas mesmas regras de KM e duração da viagem, sem alterações em suas tarifas. Em casos que as viagens dos assinantes saírem mais caro, a Uber é quem cobrirá o custo, similar ao que ocorre com o Uber Pool, onde caso não seja localizado outro passageiro no trajeto, a Uber é quem cobre a diferença.

No entanto a empresa não é a primeira a tentar essa modalidade de assinatura, no Brasil a Easy tentou algo similar, funcionando praticamente no mesmo modelo, os assinantes pagavam um valor em troca de terem descontos em suas corridas.

Nos Estados Unidos a Lyft também pratica um modelo de assinatura, porém um pouco diferente, chamado de “All-Acess Plan” o usuário tem um custo de US$ 299 dólares ao mês, para poder usar 30 corridas de até US$ 15 dólares sem custos adicionais, dando um retorno final ao usuário de até US$ 450 dólares.

A medida da Uber tem como propósito trazer novos modelos de monetização, conforme aproxima-se o momento da empresa entrar para a bolsa de valores. O problema é que a Uber não é uma empresa lucrativa, tendo perdas consecutivas devido ao investimento em projetos que não geram retorno financeiro, um modelo de assinatura que possa acarretar em mais despesas para a empresa, ao invés de ganhos líquidos, pode prejudicar ainda mais os relatórios fiscais da startup.

Por outro lado, poderia significar em uma fidelização do cliente, em um mercado que já existem concorrentes de peso, mesmo no Brasil onde alguns players não são encontrados, temos nomes como Cabify e a brasileira 99 (agora gerida por um grupo chinês), competindo neste mercado.

Por fim, não existe qualquer informação de chegada dessa assinatura ao Brasil, é muito comum a Uber testar novas funcionalidades e serviços nos EUA que nunca chegam a tomar forma no Brasil. Mas caso chegue por aqui, você toparia em ser um assinante do Uber?

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