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Sony – Divisão de smartphones deixa o Brasil

De forma oficial a divisão de smartphones da Sony deixou o Brasil, confirmando o que a mídia e investidores já vinham especulando nos últimos tempos.

Sim, a saída não foi inesperada e nem da noite para o dia, já faz algum tempo que o Brasil não conta com um representante de marketing da divisão mobile, sendo que as postagens em seus canais oficiais já tinham tornado-se esporádicas, tendo quase 5 meses deste a última no Facebook que hoje foi excluída.

Em 2016 a Sony já tinha deixado de produzir seus smartphones em sua fábrica no Brasil e apenas importava aparelhos “específicos para o mercado brasileiro”, nos últimos dois anos, sequer recebemos os lançamentos mais recentes da empresa.

Mas não ache que é algum tipo de marcação da Sony com o Brasil, sua retirada é de toda a América Latina, América Central e Oriente Médio, além disso houve uma redução de produção em sua fábrica de Pequim.

A decisão é estratégica e visa focar em mercados que possuam maior relevância no market share de vendas da japonesa, é interessante destacar que os smartphones da Sony representam apenas 1% do market share mundial.

Alguns anos atrás a Sony passou por uma crise, a empresa reinventou-se e passou a focar-se em negócios de entretenimento, tais como música, cinema e jogos, inclusive efetuando a aquisição da EMI e tornando-se a maior gravadora do mundo. Combinado a recuperação de sua divisão cinematográfica, onde as recentes produções do Spider Man trouxeram grandes receitas e a liderança do Playstation no mercado de jogos, garantiu a reestabilização e um crescimento de seus lucros nos últimos anos, somente no primeiro trimestre deste ano seu lucro operacional fora de US$ 3,46 bilhões de dólares, aumento de 7.5% quando comparado com o mesmo período de 2018.

No entanto, a divisão de smartphones tem apresentado perdas constantes que acabam sendo estancadas pelos lucros de outras áreas, tornando necessário uma mudança radical neste segmento.

Outras empresas tentaram manter-se como fabricantes de smartphones e não tiveram sucesso, como a própria Microsoft que não conseguiu estabelecer seu sistema mobile e consequentemente sua divisão de smartphones, montada com base na estrutura da Nokia que havia adquirido. Mas parece que a Sony ainda acredita em seus smartphones e não pretende encerrar a divisão ou vendê-la como fez com a Vaio (Sua divisão de notebooks).

E é interessante destacar que a Sony não é a única que tem apresentado constantes perdas com a divisão mobile, o mesmo ocorre com a LG já faz algum tempo, ambas parecem ter grandes dificuldades de competir com a Samsung, líder absoluta no setor. Por outro lado, fabricantes “novatas” como a Xiaomi tem aumentado seu market share e apresentado crescimento de suas receitas.

Será que ainda veremos uma reformulação completa no setor mobile da Sony ou estará esta divisão fadada ao fracasso?

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