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Mercado Livre quer ser a Amazon brasileira

Nós noticiamos hoje, que a Amazon deve ampliar suas atividades no Brasil e passar a vender outros produtos, em sua modalidade marketplace, já usada em outros territórios em que a companhia opera.

Agora é a vez de anunciar um competidor direto, e provavelmente, maior que nomes como Americanas e Submarino. O Mercado Livre da Ebazar anunciou na Mercado Livre Experience que colocará em funcionamento no Brasil, o mesmo modelo operacional da gigante Amazon nos EUA, passando a ser responsável por armazenar e enviar os produtos dos vendedores para os clientes.

O processo funcionará da seguinte forma, o vendedor passa a usar o armazém do Mercado Livre como estoque, direcionando seus fornecedores diretamente para ele e o Mercado Livre fica responsável não somente por estocar os produtos, como separar, embalar e enviar, em suma, toda a logística passa a ser do Mercado Livre e o vendedor fica responsável apenas pela negociação com fornecedores e clientes (Nesse último, ainda usando o Mercado Livre como plataforma de vendas).

A proposta será inicialmente testada com 130 vendedores selecionados pelo Mercado Livre e até o segundo semestre de 2018, os selecionados terão custo zero com essa operação adicional, mas obviamente, passado o prazo de testes, esta será uma modalidade um pouco mais cara e destinada aos vendedores de maior demanda da plataforma de negociação.

É interessante apontar que no início dessa matéria, apontamos o Mercado Livre como maior competidora para as operações do Mercado Livre, deixando de lado nomes fortes como a Americanas, pelo fato de que enquanto a empresa da Ebazar apresentou lucro de 136 milhões de dólares em 2016, a B2W (responsável por empresas como a Americanas e Submarino) registrou prejuízo de 450 milhões de reais no mesmo período.

Atualmente o Mercado Livre já faz quase que um completo gerenciamento da venda, sendo o responsável por receber os pagamentos e os parcelar, através do Mercado Pago, controlando e administrando as postagens com o Mercado Envios e usando seu modelo de proteção ao consumidor, para intervir e orquestrar possíveis problemas que o consumidor tenha com suas compras.

Será que essa nova estratégia dará certo no Brasil? Nos EUA, a Amazon investe pesado na velocidade de suas entregas, apostando até mesmo em drones e garantindo a entrega de determinados produtos em poucas horas. Parece que em 2018 o mercado será fomentado por grandes mudanças!

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