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Vivo não pretende adotar ligações ilimitadas

As operadoras reformularam seus planos e passaram a oferecer algumas “vantagens” aos clientes, aumentaram a quantidade de dados, fecharam parcerias para oferecer navegações gratuitas em determinados aplicativos e passaram a oferecer ligações ilimitadas para qualquer operadora.

Essa tendência inicialmente adotada, entre as maiores operadoras, pela TIM, logo foi seguida pela OI, Claro e Nextel, no entanto, parece que a Vivo continua preferindo ir contra a maré.

Eduardo Navarro, presidente da Telefônica Vivo, quando indagado na Futurecom pelo convergência digital sobre os planos de voz ilimitados, respondeu a seguinte afirmativa:

“Nós não estamos no mundo da voz, estamos no mundo dos dados. Somos os únicos a permitir o compartilhamento de dados não utilizados. O cliente não quer voz, o cliente quer dados”.

De certa forma é interessante vermos esta afirmativa de uma empresa que encabeçou a idéia de bloqueio e limites não somente na internet móvel, como também na fixa, mas é fato que a Vivo detém mais de 30% do Mercado, o que a mantém como líder no setor, já que a segunda maior empresa em Market Share de telefonia móvel, é a mexicana Claro com pouco mais de 24%.

Como a questão de dados ilimitados é mais uma estratégia de marketing do que uma real necessidade, visto que hoje o cliente usa em maior quantidade mensageiros instantâneos e ligações em aplicativos como o Whatsapp, é natural que a empresa que tem uma posição garantida já faz alguns anos, não esteja realmente preocupada com esta tática de vendas.

Você concorda que pacotes de voz ilimitados são desnecessários? Acha que as apostas da Vivo em ferramentas como a possibilidade de acúmulo de dados móveis entre os meses (perante um pagamento adicional com o Vivo Bis) e compartilhamento de franquia com outras pessoas, mesmo fora de seu plano familiar são mais válidas?